domingo, 31 de março de 2013

BRICS cria um banco

As nações do chamado grupo BRICS, constituído pelo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, anunciaram que vão criar um banco para o desenvolvimento da infra-estrutura integrada que interessa aos cinco países, deu a conhecer  em Durban o Presidente sul-africano, Jacob Zuma. No leque de projetos apresentados à Cimeira do BRICS está o financiamento da Barragem Inga III, que pode vir a ser a maior do mundo e está localizada na República Democrática do Congo.

O número de projetos apresentados ao BRICS, que na última quarta-feira anunciou o acordo para a criação do seu Banco de Desenvolvimento, em concorrência com o Banco Mundial (BM) e o Fundo Monetário Internacional (FMI), foi bastante discutido, uma vez que  não abrangem todas as regiões do continente.
 “O NEPAD justificou dizendo que os projetos estão a ser analisados em função das prioridades, mas também assegurou que, por avançarem apenas dez, não significa que os restantes não possam ficar prontos para ser apresentados”, revelou o ministro. Os Chefes de Estado africanos consideraram o fórum uma excelente oportunidade para definir e consolidar uma relação de parceria estratégica com o BRICS, recomendando no entanto que se criem instituições às quais os governos e empresários africanos recorram caso pretendam financiamento para projetos específicos. “O BRICS tem a intenção de criar um banco. Os Chefes de Estado africanos esperam que esta instituição defina uma política de relacionamento com os bancos africanos para poderem dar oportunidade a empresários ou Estados que queiram recorrer a este banco para financiar os seus projetos”, referiu ainda Georges Chicoti.

Financiamento ao Inga

No leque de projetos apresentados pelo NEPAD à Cimeira do BRICS, consta o financiamento àquela que pode vir a ser a maior barragem do mundo, a Inga III, na República Democrática do Congo (RDC). 
Trata-se de um projeto grandioso com o qual o continente espera poder aumentar em 30 por cento a sua produção de eletricidade. A barragem projetada para o leste do rio Congo tem prevista uma capacidade para abastecer de energia todo o continente africano, do Egito à África do Sul.
Outros projetos caucionados pelo NEPAD são uma auto-estrada ligando a Costa do Marfim ao Togo, e uma outra que liga os Camarões ao Chade. Há também o projeto de ligação rodoviária entre Dakar e Djibuti, passando pelo deserto do Saara, enquanto a ligação entre Argel e Lagos é já um projeto concluído e com financiamento garantido do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD).



FONTE: REVISTA ÁFRICA TODAY

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