terça-feira, 23 de abril de 2013

Lula: Desenvolvimento da África integra solução da crise mundial


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O desenvolvimento do continente africano, com mais infraestrutura, distribuição de renda e inclusão social deve ser visto como uma das portas de saída para a crise mundial. Foi o que disse o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o jantar anual da Africare, em Washington, neste sábado (20). Lula lembrou que atualmente cerca de um bilhão de pessoas vivem no continente, 300 milhões delas em situação de insegurança alimentar.
Há mais uma década, o continente cresce a uma taxa média de 6% ao ano, o que atrai investidores do mundo todo. Mas mesmo assim, o continente segue enfrentando antigos problemas. "Acredito que deve ser obrigação transferir tecnologia e valorizar a mão de obra local, contribuindo de todas as formas possíveis para o desenvolvimento dos países africanos", defendeu o ex-presidente — que citou como exemplo o Programa de Desenvolvimento de Infraestruturas na África.
Os africanos mapearam as principais demandas de infraestrutura no continente e buscam parceiros para fazer essas obras acontecerem. Nos últimos 10 anos, desde a eleição de Lula presidente, o Brasil se tornou um parceiro importante do continente e empresas brasileiras estão presentes em diversas obras de infraestrutura na África.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou na noite deste sábado (20) em Washington do jantar anual Bispo John T. Walker, organizado pela Africare. Maior organização afro-americana focada no desenvolvimento e assistência ao continente africano, a Africare realizou a entrega de sua premiação anual. Os homenageados da noite foram o presidente americano Barack Obama e o empreendedor africano das telecomunicações Mo Ibrahim.
Lula, que foi o vencedor do prêmio de liderança (African Leadership Aeard) em 2011, em reconhecimento a suas "incontáveis contribuições ao comércio, investimento e relações diplomáticas entre Brasil e África" enquanto foi presidente do Brasil. O governo Lula mudou a prioridade da política externa brasileira e trabalhou para ampliar as relações entre o Brasil e os países africanos. Foram 33 viagens presidenciais ao continente, com a criação de 19 novas embaixadas.
Em discurso durante o evento deste sábado (20), Lula afirmou que a luta contra a fome no deve ser um compromisso mundial. "Eu estou convencido de que a fome no mundo e em especial na África é a luta mais importante a ser travada por todos aqueles que têm um mínimo de compromisso com manutenção da paz e a consolidação da democracia em todo o globo".
O prêmio de liderança deste ano foi entregue ao empresário sudanês Mo Ibrahim, um dos primeiros responsáveis pela popularização dos telefones celulares na África. Ao lado de diversas atividades filantrópicas, Mo Ibrahim criou a Mo IbrahimFoundation, responsável por incentivar a democracia e transparência na África. Anualmente, a fundação confere um prêmio a ex-governantes africanos que trabalharam para melhorar a vida de seus cidadãos. Ele criou ainda um índice de governança para acompanhar os esforços dos governos africanos em uma governança democrática e responsável.

Iniciativa África do Instituto Lula
O Instituto Lula realizou, em seu curto período de existência, uma série de eventos no Brasil voltados para a África, reunindo acadêmicos, políticos, empresários e entidades da sociedade civil.
O Instituto constituiu uma ampla rede de contatos com governos e organizações multilaterais do Continente Africano, como a União Africana, o Banco Africano de Desenvolvimento e a Comissão Econômica para a África, que tem ajudado a orientar as ações do Instituto.
Um dos resultados é a apresentação do Programa de Desenvolvimento em Infraestruturas em África (PIDA), para o empresariado brasileiro, em evento realizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em maio de 2012. Nos dias 30 de junho e 1º de julho deste ano, o Instituto Lula, a FAO e a União Africana realizam em conjunto um seminário em Adis Abeba sobre combate à fome na África.
"Tenho certeza de que o desenvolvimento e o combate à pobreza na África, os investimentos em infraestrutura e inclusão social no continente podem impulsionar a recuperação da economia mundial. A África não pode ser encarada como um problema. A África tem que ser vista como parte da solução para a construção de um mundo mais justo, solidário e sem fome", afirmou ainda o ex-presidente.

FONTE: GELEDES

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