domingo, 26 de maio de 2013

Guiné-Bissau: Domingos Simões Pereira ouvido sobre o caso «21 de Outubro»

O ex-Secretário Executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e atual candidato à Presidência do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), foi ouvido, esta quinta-feira, 23 de Maio, pelo coletivo de juízes do Tribunal Militar Regional de Bissau.

Domingos Simões Pereira foi ouvido no âmbito do processo do caso de 21 de Outubro de 2012, no qual a justiça militar guineense considera ter existido uma tentativa de golpe de Estado. O nome de Simões Pereira foi citado pelo capitão Pansau Ntchama, tido como cabecilha do acontecimento.

Em declarações à PNN depois da audiência, o candidato à liderança do PAIGC confirmou ter-se tratado do referido processo, afirmando que, durante o julgamento, Pansau Ntchama mencionou o seu nome e que o tribunal pretende esclarecer esse facto. 

«Durante o julgamento ele (Pansau Ntchama) teria mencionado o meu nome e o tribunal quer tirar isso ao limpo», esclareceu o ex-responsável pela CPLP, que garantiu a continuidade da sua campanha, com vista à Presidência do PAIGC. 

Referindo-se a Pansau Ntchama, Domingos Simões Pereira afirmou: «Nunca o conheci, nunca estive com ele e nunca tivemos qualquer tipo de contato».

Para Alberto Batista Lopes, que falou em nome do coletivo de advogados, Simões Pereira foi chamado como «simples declarante», uma vez que o seu nome foi mencionado no âmbito do processo que envolve Pansau Ntchama.

Interrogado sobre a presença de um cidadão civil num tribunal militar, Batista Lopes explicou que tal pode acontecer, dependendo da matéria que for tratada. O jurista disse que o assunto em causa não está relacionado com uma chamada à justiça, mas com a convocação de um «simples declarante».

Do lado de fora do Tribunal Militar Superior, em Bissau, muitos apoiantes de Domingos Simões Pereira esperavam-no em direção à sua residência, no Bairro de Luanda, onde foi recebido com aplausos.

As medidas de segurança foram reforçadas no perímetro do edifício da justiça militar guineense e nas ruas de Bissau, com um dispositivo composto pela Polícia Militar.

FONTE: BISSAU DIGITAL

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