domingo, 10 de novembro de 2013

PARCEIROS NA EDUCAÇÃO

O aprofundamento das relações entre o Brasil e a África, além de fomentar o intercâmbio comercial e o reconhecimento da herança histórica dos africanos para o povo brasileiro, abre espaço para oportunidades de estudo. Em outubro, uma chamada do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) para bolsas de pós-graduação, em nível de mestrado, registrou 474 inscritos de outras nações em desenvolvimento – desses, 148 são africanos.



Os moçambicanos contam ainda com outra chamada, fruto de uma parceria entre Ministério da Ciência e Tecnologia de Moçambique e o CNPq, que permite a continuação dos estudos em instituições de ensino superior no Brasil. Ao todo, atravessaram o Atlântico 131 propostas, sendo 94 para bolsas de mestrado e 37 para doutorado, em diversas áreas.
De acordo com o CNPq, a iniciativa pretende agregar conhecimento e experiência aos estudantes moçambicanos para que eles, ao retornarem ao seu país, contribuam com o desenvolvimento econômico e social. Os estudantes selecionados pelas chamadas públicas recebem um valor mensal para a permanência no Brasil por 24 meses, além da passagem aérea de retorno à cidade de origem. Em contrapartida, precisam apresentar boas notas.
Universidade Aberta aos moçambicanos
O Brasil é um grande parceiro de Moçambique. A Universidade Aberta do Brasil (UAB), já instalada em Maputo, Beira e Lichinga, pretende ofertar, a partir de 2015, mais duas mil vagas para graduações em Matemática, Biologia, Pedagogia e Administração Pública. Para isso, a UAB atuará em mais cinco províncias do país.
Atualmente 630 alunos estudam na UAB moçambicana, que teve suas atividades iniciadas em 2011. A instituição funciona em um sistema integrado por universidades públicas e oferece cursos de nível superior à distância para a população que tem dificuldades de acesso à formação universitária. Entre as parceiras, estão a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), Universidade Federal Fluminense (UFF), Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Universidade Federal de Goiás (UFG), a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e a Agência Brasileira de Cooperação (ABC).
Já a universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), situada no Ceará, ministra curso de graduação e pós, desenvolve pesquisas e promove a extensão universitária.  Atualmente, estudam na Unilab 228 estudantes vindos de Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe. A entidade oferta ainda cursos à distância.
A última seleção, realizada entre 16 e 25 de outubro nos países de origem dos candidatos, recebeu 491 inscrições de africanos, sendo 36 de Angola, 29 de Cabo Verde, 371 da Guiné-Bissau, 29 de Moçambique e 26 de São Tomé e Príncipe.
Do Brasil para a África
O continente africano também oferece oportunidade de estudos para brasileiros. Entre os programas está o ProÁfrica que dá apoio a pesquisadores brasileiros no continente e intensifica os esforços cooperativos de pesquisa científica e tecnológica. Entre 2005 e 2010 foram lançados cinco editais que resultaram no montante de mais de R$ 9,5 milhões de reais em financiamento de 190 projetos. Atualmente o programa passa por reestruturação.
A África do Sul recebe brasileiros interessados em cursar doutorado e pós-doutorado. Atualmente 10 bolsas são oferecidas no país pelo programa Ciências Sem Fronteiras, do governo Federal brasileiro.
FONTE: http://brazilafrica.com/educacao/parceiros-na-educacao/

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