segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

PARLAMENTO DA REPÚBLICA CENTRO-AFRICANA ELEGE CATHERINE SAMBA-PANZA PARA PRESIDENTE INTERINA DO PAÍS.

Bangui - A prefeita de Bangui, Catherine Samba-Panza, de 60 anos, foi eleita presidente interina da República Centro Africana (RCA) pelo Parlamento, segunda-feira, e tem como missão restaurar a paz no país, mergulhado em conflitos inter-religiosos, informou a AFP.
Nas suas primeiras declarações, a presidente recém-eleita fez um vibrante apelo às partes envolvidas para que baixem as armas.
"Manifestem sua adesão à minha nomeação com um sinal forte, depondo as armas", para que "acabe o sofrimento da população", declarou.
De acordo com a contagem dos votos lida na sala, Samba-Panza obteve 75 votos, contra 53 para Désiré Kolongba, filho de um ex-presidente. O resultado foi recebido com aplausos dos presentes, que cantaram o hino nacional logo depois.
"Lanço um vibrante apelo aos meus filhos anti-Balaka (milicianos cristãos) que me escutam e aos meus filhos ex-Seleka (combatentes muçulmanos) que também me escutam: deponham as armas", insistiu.
"A partir de hoje, sou a presidente de todos os centro-africanos, sem exclusividade. A prioridade é acabar com o sofrimento da população, restaurar a segurança e a autoridade do Estado em todo o território", afirmou.
Além da pacificação, a nova presidente deverá ainda colocar em funcionamento uma administração totalmente paralisada e permitir que milhares de deslocados voltem para suas casas. A crise humanitária afecta mais da metade dos 4,6 milhões de centro - africanos.
O presidente francês, François Hollande, garantiu, um mês e meio depois do início da intervenção militar "Sangaris", que "a França permanece ao seu lado nessa tarefa difícil".
A França desempenha um papel-chave na mobilização da comunidade internacional sobre a crise nesse país africano, uma antiga colónia francesa.
A República Centro Africana está mergulhada no caos desde que, em Março de 2013, uma coalizão rebelde de maioria muçulmana - Seleka - derrubou o presidente François Bozizé. A violência acabou ganhando um perfil confessional entre cristãos (80% da população) e muçulmanos.
Há um mês, mais de 1.600 soldados franceses foram enviados para este país africano, no âmbito de um mandato da ONU, junto com quatro mil militares da Força Africana de Manutenção da Paz (Misca).
Segunda-feira, em Bruxelas, uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia aprovou a formação de um contingente militar, com cerca de mil efetivos, a enviar para a República Centro-Africana. A previsão é que a missão militar da UE chegue ao país africano até finais de fevereiro. Angop

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