sábado, 8 de março de 2014

A diva queniana

Conheça a trajetória de Lupita Nyong’o, vencedora do Oscar de melhor atriz coadjuvante

Estreante no cinema, a atriz queniana Lupita Nyong’o fez história no último fim de semana ao conquistar a estatueta do Oscar 2014 de melhor atriz coadjuvante pela sua atuação da escrava Patsey no filme “12 Anos de Escravidão”. Apesar de conhecer o estrelato há menos de um ano, sua jornada rumo ao sucesso começou bem antes.
Nascida na Cidade do México março de 1983, Lupita ganhou este nome em homenagem a Nossa Senhora de Guadalupe. Os pais quenianos Dorothy e Peter Anyang’ Nyong’o ─ atualmente senador no Quênia ─ viviam como exilados políticos no México. Com menos de um ano de idade a família da atriz voltou para a terra natal.
No país africano, Lupita atuou pela primeira vez na peça escolar ‘Oliver Twist’. Aos 14 anos, atuou profissionalmente no papel principal de ‘Romeu e Julieta’, produzido pela companhia teatral Phoenix Players, em Nairobi.
Lupita venceu o Oscar em sua primeira indicação ao prêmio
Foto:Oscar

Aos 16 anos, Lupita retornou para o México para aprender espanhol. Ela cursou o ensino superior no Hampshire College, Estados Unidos, onde se graduou em estudos sobre cinema e teatro. Depois disso, participou da produção de diversos filmes como “O Jardineiro Fiel”, do diretor brasileiro Fernando Meirelles. Em 2008, atuou no seriado queniano Shuga e, um ano depois, dirigiu e produziu o documentário “In My Genes”, sobre o tratamento da população albina do Quênia.
Assista ao trailer de In My Genes:
Depois, ingressou no programa de artes cênicas da Universidade de Yale. Assim que terminou o curso, em 2012, Lupita foi selecionada para o elenco de “12 anos de escravidão”, filme que a consagrou no cenário internacional.
Inspiração
No evento anual Black Women in Hollywood, em fevereiro, Lupita Nyong’o falou sobre a questão racial e o reconhecimento da beleza negra. “Eu ligava a TV e só via pele pálida. Fui insultada e provocada por causa da minha pele escura. O sentimento de próprio ódio aumentou ainda mais na adolescência. Foi quando apareceu a supermodelo sudanesa Alek Wek. Ela era negra como a noite e estava em todas as passarelas e estampada em várias revistas. Todos comentavam sobre como ela era bonita”. Nyong’o disse que a aceitação da modelo sudanesa mudou a visão que tinha de si mesma.
A celebração do Oscar
Durante o discurso de agradecimento, Lupita agradeceu a Academia pelo reconhecimento e lembrou que aquele momento de felicidade devia-se à dor de outra pessoa. A tocante história real de Patsey, escrava e catadora de algodão que Lupita encarnou nas telas, foi narrada por Salomon Northup. O afro-americano cuja vida foi retratada em “12 anos de Escravidão” nasceu livre, foi raptado no norte dos Estados Unidos, enviado para o sul do país e vendido como escravo em 1841.
Emocionada, Lupita lembrou a importância de sonhar. “Quando olho para esta estatueta dourada, isso me faz lembrar que cada criancinha tem um sonho e que esses sonhos são válidos”. Além dessa premiação ─ a maior do cinema mundial ─ a atriz foi indicada a vários prêmios, como o Globo de Ouro, e conquistou o público com seu carisma.
O filme 12 Anos de Escravidão ganhou outras duas estatuetas, como melhor roteiro adaptado e o grande prêmio da noite: melhor filme.


Redação do brazilafrica
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