sábado, 6 de setembro de 2014

Cerca de 80 novos estudantes cabo-verdianos estão de malas aviadas para China

A Embaixada da China convidou esta sexta-feira, para uma recepção de despedida, os estudantes cabo-verdianos que vão iniciar entre finais de Agosto e princípios de Setembro a sua formação superior neste país asiático.

Com esta nova leva ultrapassa já os 300 o número de alunos cabo-verdianos que estudam na China.
Os cerca de 80 novos alunos que deixam o país dentro de dias vão estudar em 23 universidades chinesas, 19 cursos nas áreas da medicina, informática, arquitectura, engenharia civil, economia, gestão de empresas, língua chinesa, entre outros.  
Cerca de 80 novos estudantes cabo-verdianos estão de malas aviadas para ChinaA recepção de cumprimento e despedida que reuniu na Praia a maioria dos novos estudantes foi organizada conjuntamente pela Embaixada da China, o ministério do Ensino Superior, Ciência e Inovação, o ministério das Relações Exteriores e a AMICACHI (Associação de Amizade Cabo Verde – China).
O embaixador da China, Su Jian, enumerou na sua conversa com os alunos cabo-verdianos as várias oportunidades que um diploma de uma universidade chinesa abre ao seu titular, sem deixar de realçar que é preciso também muita força, empenho e persistência para alcançarem os seus objectivos.
“A China é uma sociedade muito competitiva, porque há corrida permanente às oportunidades. Por isso vocês vão enfrentar muitos adversários. Além disso, na sociedade chinesa a disciplina é muito importante. Por isso vocês vão sofrer algumas pressões perante essa concorrência dos seus colegas chineses. Isto significa que para alcançarem os vossos objectivos é necessário muito esforço e dedicação”, alertou. 
Quando às oportunidades e saídas profissionais que o estudo numa universidade chinesa confere, Su Jian lembrou que os estudantes cabo-verdianos que já concluíram a licenciatura ou mestrado trabalham agora em Cabo Verde em diversas instituições, como professores universitários, em empresas ou nos hospitais do país. Outros, depois da conclusão dos seus cursos na China, ficaram no país e trabalham em várias instituições principalmente em Hong Kong e Macau.      
Além disso, como referiu o embaixador, os estudantes cabo-verdianos têm oportunidades de trabalhar nas empresas chinesas espalhadas em todo o mundo, principalmente em Angola e outros países da CPLP. “Já há cerca de 10 estudantes cabo-verdianos formados na China a trabalhar em Angola, onde operam mais de 400 empresas chinesas. Estas empresas estão abertas a todos os licenciados cabo-verdianos que dominam bem o português e o chinês”, salientou.  

Persistência é o segredo
O ministro do Ensino Superior, António Correia e Silva, destacou também as oportunidades que uma formação na China abre aos estudantes, realçando igualmente  que é preciso muita força, muito empenho e muita persistência para se triunfar no país do sol nascente. “Tragam um pouco da persistência chinesa que é o segredo de tudo”, apelou.  
O ministro destacou também o papel da AMICACHI como facilitador nas relações entre a China e Cabo Verde. “Hoje, na diplomacia entre os Estados, os antigos alunos têm um papel muito importante. E a AMICACHI tem assumido esse papel com muita pró-actividade”, ressaltou. 
No final do convívio os novos estudantes tiveram direito a uma foto de família e os mais musicais entoaram canções chinesas, em mandarim, como mandam os preceitos.
A partir de 1996 o governo chinês começou a conceder bolsas de estudo a estudantes  cabo-verdianos. O actual presidente da AMICACHI, José Correia, foi um dos primeiros cabo-verdianos a estudar na China. Actualmente estudam na China cerca de trezentos alunos cabo-verdianos com bolsas de estudo completas ou parciais do Governo da China.

FONTE: http://www.expressodasilhas.sapo.cv/sociedade/item/42904-cerca-de-80-novos-estudantes-cabo-verdianos-estao-de-malas-aviadas-para-china

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