sábado, 6 de setembro de 2014

Porque ainda é necessário falar sobre escravidão

Passados 126 anos do fim da escravidão no Brasil, o assunto ainda repercute na sociedade e merece atenção de estudiosos. Por isso, o curso de História da Univali convidou o historiador José Bento Rosa da Silva para apresentar a palestra com o tema “Escravidão, abolição e pós-abolição: até onde a memória alcança”.
José Bento Rosa da Silva é doutor em História e possui consistente experiência em investigações sobre a história da África, escravidão, trabalho e multiculturalismo brasileiro. É autor de diversos livros, entre eles “A Itajahy do século XIX: história, poder e cotidiano”, “Nacionalidade e Etnicidade do Atlântico Sul” e “Insurgências em Angola: Resistência ao colonialismo e ao imperialismo”.
Um dos pontos abordados na palestra é a questão da identidade negra. Os escravos chegavam da África e não tinham liberdade para praticar suas crenças, perdiam inclusive o sobrenome. O professor Bento conta que, por conta disso, as famílias de descendentes negros raramente preservam sobrenomes de origem africana. O caminho mais comum para os escravos, após a abolição, em um momento em que a escravidão já estava quase chegando ao fim no país, era adotar o sobrenome de seus “Senhores”.
Para explicar porque ainda é importante discutir sobre o passado escravocrata do Brasil, o professor Bento recorre às palavras de Joaquim Nabuco: “Não basta acabar com a escravidão, é preciso destruir sua obra”. Bento defende que a abolição não resolveu todos os problemas da população negra no Brasil e as mazelas do racismo ainda existem em nossa sociedade.

Veja a entrevista completa, clicando no link abaixo:

FONTEhttp://vivavozunivali.wordpress.com/2014/08/26/porque-ainda-e-necessario-falar-sobre-escravidao/

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