domingo, 21 de setembro de 2014

Programa de Cooperação internacional Brasil e África



credit photo: dce.mre
O Programa Estudantes – Convenio de Graduação/PEC-G, criado oficialmente em 1965 pelo governo brasileiro, cujo objetivo é fomentar asrelações de cooperação acadêmica entre o Brasil e os países em desenvolvimento. Inicialmente a cooperação internacional estabeleceu-secom os países da América Latina e depois com os da Ásia e África. O programa é conduzido pelo Ministério das Relações Exteriores/ITAMARATY e o Ministério da Educação/MEC e oferece aos estudantes estrangeiros a oportunidade de realizar seus estudos de graduação em Instituições de ensino Superior- IES.
foto alunos pecg
                                                         Credit foto: Denyce Blackman
A Universidade Federal do Amazonas – UFAM, através do PEC-G recebe estudantes oriundos do continente africano desde 1998, dentre outros conforme o relatório da Comissão Mista de Avaliação do Programa da UFAM de 2013. Ao longo desses anos, a instituição incorporou um total de 59 alunos sendo 44 do continente africano, 7 da América do Sul e 8 da América Central. O número maior de egressos ocorreu nos últimos 3 anos, com destaque para dois países africanos a Guine Bissau e a República Democrática do Congo com 27% de alunos matriculados em cursos de graduação na UFAM. Vale destacar que 20% dos alunos já se formaram em diversas áreas e 14% está fazendo curso preparatório para um exame que possibilita a Certificação de Proficiência em Língua Portuguesa para Estrangeiros- CELPE/Bras da UFAM.
Não há dúvida que o programa é um grande passo para o fortalecimento da integração acadêmica entre o Brasil, os países africanos bem como com outros continentes, e não deixa de ser uma resposta do Brasil para com a dívida moral que tem com países africanos. Vale lembrar que o Brasil foi o último país da América do Sul a abolir a escravatura. Todavia é necessário que o ITAMARATY e o MEC desenvolvam mecanismos que possam qualificar melhor as informações sobre o programa para africanos interessados em graduar-se no Brasil.
As informações prestadas pelas embaixadas aos candidatos de Camarões e outros países como Benin e Congo, dentre outros, ainda precisam ser melhor ilustradas e bem esclarecidas através de manuais de orientação para pretensos candidatos e na mídia eletrônicas, visto que, muitas vezes o interessado não obtém informações precisas sobre o perfil das universidades brasileiras e dos cursos ofertadas por IES, por exemplo o aluno que, se candidata em seu país a uma vaga para o curso de tradução, que existe em Camarões ou então telecomunicação decepciona-se ao chegar ao Brasil por não existir esse curso na instituição que escolheu, o que causa um certo desapontamento para o candidato.
Outro problema se relaciona ao fato dos alunos que vêm para o Brasil serem informados que receberão uma bolsa no valor de um salário mínimo pelo período de 6 meses, logo após o primeiro ano de estudo no Brasil, todavia, isso não é garantido mesmo que ele tenha bom desempenho acadêmico sendo este um dos pré-requisitos para o acesso a bolsa. Em decorrência de um número ínfimo de bolsas para o numero de candidatos admitidos, muitos estudantes africanos, nesse caso específicos, ficam com a sua formação comprometida em função desse problema.
Para que o Programa tenha êxito acreditamos que é de suma importância fomentar debates entre as instituições responsáveis e os alunos, além disso, que os representantes diplomáticos dos países envolvidos acompanhem e avaliem os impactos sociais e políticos do Programa em desenvolvimento.
Sobre o programa cabem ainda outras reflexões, tais as questões a assistência aos estudantes do programa e percepções desses sobre Manaus que serão debatidos nos próximos artigos.
FONTE: http://etoundi.wordpress.com/2014/09/15/programa-de-cooperacao-internacional-brasil-e-africa/

Nenhum comentário:

Postar um comentário