sábado, 30 de maio de 2015

África tem bons indicadores econômicos




O continente africano, que hoje assinala o seu Dia, tem “indicadores econômicos e sociais superiores aos da Índia”, disse o secretário executivo da Comissão Econômica das Nações Unidas para África (UNECA).

“Os resultados são surpreendentes, o Produto Interno Bruto de África duplicou em 12 anos, é um facto inédito, e África, com mil milhões de habitantes, tem indicadores sociais e econômicos superiores aos da Índia, considerada uma ‘estrela’ na economia mundial”, explicou Carlos Lopes.

O secretário executivo da Comissão Econômica das Nações Unidas para África referiu que o crescimento de África “tem atraído o crescente interesse dos investidores estrangeiros”, transformando o continente “num destino procurado, que em 2015 dispõe de 64 mil milhões de dólares de Investimento Directo Estrangeiro, um montante igual ao da China e esse ritmo cresce todos os anos”.

A história do desenvolvimento económico em África saltou para as páginas dos jornais nos últimos anos, e colocou o continente no radar dos grandes investidores internacionais, mas Carlos Lopes diz que tem noção de que nem tudo é fácil, e argumenta que para capitalizar o seu potencial, o continente precisa de uma grande transformação estrutural.
“Crescimento sem qualidade significa desemprego, com desigualdades sociais crescentes e significa ausência de transformação estrutural, porque se África cresce mas não transforma a sua economia, não responde aos anseios da população”, que muitas vezes não partilha os benefícios da exploração dos recursos naturais.

“A produtividade agrícola africana é das mais baixas do planeta, o que significa que 60 por cento da população vive do sector primário e continua na pobreza”, disse Carlos Lopes, que acrescentou: “Se a industrialização africana não acelera, quando os outros países já estão na era pós-industrial e com postos de trabalho modernos, então o panorama não é bom para África”.

Carlos Lopes explica que ser retardatário no processo de industrialização pode ter vantagens, nomeadamente com o “pulo do gato”, isto é, saltando etapas que os outros países e continentes tiveram de passar.

“O retardatário não precisa de passar por plataformas tecnológicas complexas e poluentes que hoje em dia podem ser substituídas”, afirma o economista guineense. Por outro lado, acrescenta, o facto de África chegar tarde ao processo de industrialização pode ser compensado pela população africana muito jovem: “Isso é bom para o consumo e para a força de trabalho, a mais jovem do mundo no futuro”.

Historicamente, argumenta Carlos Lopes, “quando existe um processo de urbanização rápido, há grandes possibilidades de criar um mercado de consumo de forma mais estruturada, pois as cidades permitem conexões que não existem no mundo rural”.

FONTE: https://www.facebook.com/152241788287314/photos/a.152374714940688.1073741826.152241788287314/438853779626112/?type=1

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