sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Cabo Verde quer negócios com Pernambuco

Entre os setores que mais interessam o país estão o de bens de produção, tecnologia e serviços


Aproveitando a necessidade dos empresários pernambucanos em apostar no mercado externo e, assim, tentar amenizar as adversidades econômicas enfrentadas no Brasil, autoridades de Cabo Verde vieram ao Estado com a missão de estreitar as relações comerciais com Pernambuco. Para isso, será realizado, nesta terça-feira (6), um seminário, no auditório do Porto de Recife, voltado, essencialmente, para apresentar aos empresários as oportunidades de negócios e investimentos em Cabo Verde.
“A ideia é que empresários pernambucanos possam identificar oportunidades e atingir mercados diferentes”, explicou o embaixador de Cabo Verde, Domingos Mascarenhas, referindo-se à possibilidade de expansão de negócios num momento desfavorável da economia. “O Estado atingirá mercados que, até então, não eram alcançados como o europeu e o americano, com os quais temos uma boa relação”, acrescentou. Como forma de solidificar a relação comercial entre Pernambuco e o país africano, será assinado, hoje, um convênio entre o Porto do Recife e dois portos de Cabo Verde, Porto de Praia e Porto de Mindelo.
Entre os setores que mais interessam para Cabo Verde, de acordo com o coordenador do Núcleo do Mar de Cabo Verde (Nocmar), Fran­klin Spencer, estão o de bens de produção, tecnologia e serviços, com ênfase no setor de turismo - principal atividade econômica caboverdiana, correspondendo a 20% do PIB (Produto Interno Bruto) do país. “Também queremos investir no segmento de pesca. Cabo Verde vem se tornando uma base para transformação de pescados”, complementou Spencer.
As vantagens apresentadas para que Cabo Verde se torne uma plataforma logística entre a América, a Europa e a África são muitas. Entre as principais, estão os incentivos oferecidos aos investidores. “Qualquer investimento em Cabo Verde concorre a um incentivo equivalente a 50% do valor. Em dez anos, o empresário pode recuperar, sem pagar impostos, metade do que investiu”, afirmou o presidente da Enapor - Portos de Cabo Verde, Carlitos Fortes. Os representantes também afirmaram que, a partir de 45 milhões de euros em investimentos, a empresa ganha o direito aos incentivos legalmente estabelecidos pelo país para qualquer que seja o setor. “Dependendo do tipo de negócio, o governo caboverdiano poderá contratualizar os incentivos, que podem ir além dos já estabelecidos pela legislação”, afirmou o embaixador Domingos Mascarenhas.
FONTEhttp://www.folhape.com.br/cms/opencms/folhape/pt/economia/noticias/arqs/2015/10/0069.html

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