domingo, 15 de novembro de 2015

O grande projeto da brasileira mais influente do mundo‏

Educação para a igualdade é o grande projeto de Cida Bento, considerada pela revista “The Economist”  uma das 50 profissionais mais influentes do mundo no campo da diversidade.
Entre os principais trabalhos comandados pela Diretora Executiva do Ceert,  está o 7º. Prêmio Educar Para a Igualdade Racial e de Gênero, que foi entregue no mês de outubro, em São Paulo.
Cida Bento

A lista destacando Cida Bento como uma das mais influentes do mundo foi  ratificada por um painel independente de peritos, e Mark Palmer-Edgecumbe, liderança da Lista Global Diversity destaca que a lista reconhece publicamente os mais influentes profissionais de diversidade que criam soluções inovadoras e preparam modelos para os profissionais de diversidade de amanhã. . Essa é a primeira vez que profissionais ligados à diversidade são listados. Além de Cida, o outro brasileiro que figura na lista é o deputado federal Jean Wyllys. Angelina Jolie, Hillary Clinton e Bill Gates são outras personalidades apontadas pela “The Economist”.
A psicóloga Maria Aparecida Bento, é diretora do Ceert – Centro de Estudos das Relações de Trabalho e das Desigualdades e atua no campo da diversidade em recursos humanos há quase 30 anos, tendo escrito livros sobre o tema já na década de 90 e desde então, vem desenvolvendo trabalhos em empresas no Brasil.
Educar para a igualdade Racial e de Gênero
Cida Bento é  uma das  criadoras do Prêmio Educar para a Igualdade Racial e de Gênero , que este ano realizou a sétima edição. Os concorrentes são, em sua maioria,   educadoras e gestoras negras que, envolvendo colegas de diferentes disciplinas, protagonizam ricas experiências de promoção da igualdade racial em todos os níveis da educação básica.  Os trabalhos apresentados  valorizam a trajetória, a memória e as lutas da população negra em diferentes localidades do país, abrangendo  Arte, Matemática, Geografia, História. Os projetos incluem a produção de revistas, livros, roupas, peças teatrais, brinquedos que expressam a riqueza da contribuição negra à sociedade brasileira. Expressões que dialogam com os adolescentes , como Flash Mob e Hip Hop e outras, aparecem lado a lado com manifestações tradicionais, como Tambor de Crioula ou o Bumba Meu Boi.
O Prêmio Educar é uma iniciativa voltada para a institucionalização da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional alterada pela lei 10.639/03, o Prêmio Educar, nesta última edição, passou também a  contemplar, de maneira específica,  práticas pedagógicas e de gestão desenvolvidas em escolas quilombolas e aquelas que valorizam a história da mulher, especialmente africana, afro-brasileira e indígena. Foram recebidas para as diversas categorias  643 inscrições  provenientes todo o Brasil. Após quatro etapas de avaliação envolvendo pareceristas de todas as regiões do país, foram selecionadas  29 finalistas e escolhidas as 14 vencedoras.Realizado pela primeira vez em 2002, o Prêmio já um acervo de aproximadamente 2.900 práticas pedagógicas e de gestão desenvolvidas nas cinco regiões administrativas do país.
Ela revela ainda que as dificuldades apontadas pelos professores não são poucas. “Elas enfrentam problemas que  vão desde a ausência de materiais qualificados e de processos de formação à ignorância sobre a arte africana, demonizada por alguns segmentos religiosos que dificultam o avanço do trabalho” ressalta.  Mesmo assim, ela diz que  esses são  elementos significativos para a compreensão dos desafios concretos envolvidos no esforço de implementação da lei por educadores e gestores públicos.
“O Prêmio Educar – diz Cida –  reflete as possibilidades e limites que a educação no Brasil tem tido no trato com os temas das relações étnico-raciais, de gênero e educação escolar quilombola. Pensando especificamente na lei 10 639, no esforço dos professores que desenvolvem experiências pedagógicas e dos gestores que focalizam a gestão na promoção da igualdade, os desafios são grandes pois nos deparamos sempre com as limitações institucionais  dos cursos e materiais que são disponibilizados e com o estágio em que se encontram os próprios educadores e gestores no conhecimento e tratamento deste tema”.
A diretora do Ceert destaca ainda o papel das organizações negras que pautaram este tema ao longo de décadas, lembrando que elas nem sempre são aquelas que podem participar mais ativamente deste processo junto à educação, uma vez que não recebem apoio para implementar a lei, muito pelo contrário. “Quando ocorrem os processos de institucionalização da lei 10639, nos quais são gerados orçamentos e lugares de poder e decisão no espaço governamental ou no âmbito da sociedade civil, as velhas hierarquias raciais se repetem, tirando do cenário, justamente aqueles que  deveriam protagonizar mais efetivamente esta institucionalização. Mas enfim, a ação e  o entusiasmo dos professores premiados nos sinaliza que o futuro pode ser mais democrático.”, declarou.
FONTEhttp://www.portalafricas.com.br/v1/o-grande-projeto-da-brasileira-mais-influente-do-mundo%e2%80%8f/?utm_source=dlvr.it&utm_medium=facebook

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