domingo, 13 de novembro de 2016

África procura regresso de emigrantes qualificados para impulsionar desenvolvimento


África procura regresso de emigrantes qualificados para impulsionar desenvolvimento

O continente africano procura o regresso de especialistas que emigraram e residem noutros continentes para impulsionar o seu desenvolvimento económico através da formação universitária e da experiência profissional nos países de acolhimento.

De acordo com a Organização Internacional para as Migrações (OIM), mais de 92 milhões de africanos vivem fora do continente, muitos deles com um alto nível de qualificação profissional, que poderia ser muito útil à África, um continente com alguns dos países mais pobres do mundo.
Doutorada na Universidade de Howard, nos Estados Unidos, Anta Sané decidiu regressar ao Senegal para contribuir para o desenvolvimento económico do país onde nasceu, mas, passado um ano, ainda não encontrou emprego, apesar de ter enviados várias candidaturas e mantido contactos com altos responsáveis na administração.
"Nalguns círculos da administração pública, a chegada de emigrantes qualificados é vista como uma ameaça, especialmente por especialistas formados em universidades nacionais ou africanas", disse a chefe da diplomacia da Serra Leoa, Aissata Kabia, durante um fórum sobre migração em Dakar.
A diplomata, que se graduou nos Estados Unidos, defendeu a implementação de "políticas para encorajar os africanos na diáspora a regressar", acrescentando: "Devemos incentivá-los a investir os seus meios e experiência no desenvolvimento económico e social do continente".
Segundo o presidente do Instituto Africano de Matemática, Thierry Zomahoun, o número de engenheiros africanos que trabalham nos Estados Unidos já ultrapassa o dos que exercem a profissão nos seus próprios países.
O presidente da Organização Não-Governamental Global Local Forum, Abdoulaye Sène, disse à agência Efe que "o retorno da diáspora seria uma mais-valia para os países africanos, como foi em países como a Índia, Itália ou Espanha".
Abdoulaye Sène destacou o caso da Índia, um país que se tornou competitivo em ciência e tecnologia "graças às políticas para criar um ambiente favorável para atrair esses especialistas".

FONTE: http://www.expressodasilhas.sapo.cv/economia/item/50859-africa-procura-regresso-de-emigrantes-qualificados-para-impulsionar-desenvolvimento

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